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História da Família Castelão

 

 

 

CASTELÃO/CASTELAM: Nome português de origem toponímica, deve derivar das características da localidade de origem. Os primeiros relatos deste sobrenome remontam o século XVII, inicialmente na região de Chão de Couce e, posteriormente, em Almoster. Deste modo, é provável que exista um castelo (ou um lugar denominado "castelo") responsável por inspirar este sobrenome. Os principais "castelos" desta região foram a Quinta de Cima (um palacete com uma capela particular de invocação de Nossa Senhora do Rosário) e o Castelo Melhor (chamado de castelo, mas que não é mais que o Solar dos Condes de Castelo Melhor em Santiago da Guarda). Um castelo realmente grande seria o de Castelo Branco (conhecido na região como Castelo dos Templários), este sim um castelão, porém é meio improvável que seja este o do sobrenome, já que dista algumas dezenas de quilômetros de Chão de Couce. Deste modo, presume-se que o sobrenome Castelão seja inspirado na Quinta de Cima.

 

Torre do Castelo Melhor

 

A Quinta de Cima:

Esta propriedade pertenceu aos Reis de Portugal (Dinastia de Borgonha) havendo registo da doação feita por D. Afonso III, a D. Constança Gil, dama da rainha D. Beatriz, como dote de casamento, em 5 de Fevereiro de 1258. Mais tarde, a Quinta foi do Conde de Barcelos, do Mosteiro de Santo Tirso, de D. Dinis, novamente Mosteiro de Santo Tirso e de João Afonso, genro de D. Dinis. Consta-se que, aquando do casamento de D. Fernando I com D. Leonor de Teles, criticado violentamente pelo povo de Lisboa, o casal real se terá refugiado aqui. Em 4 de Junho de 1451, D. Afonso V, fez a doação da Quinta, ao Conde de Vila Real, D. Pedro de Meneses. A Quinta de Cima voltou à Coroa em 1641 (com a execução do seu proprietário, um dos conjurados contra D. João IV) e, pouco depois, foi integrada na Casa do Infantado até 1834, vindo, posteriormente, a ser propriedade de António Lopes do Rego, Sargento-Mor e Cavaleiro da Ordem de Cristo, antepassado dos actuais proprietários. A Quinta de Cima é, ainda hoje, uma verdadeira preciosidade, em termos artísticos e históricos.

 

Quinta de Cima

 

 

História de Chão de Couce:

 

Como espaço de ocupação humana, remonta ao princípio dos tempos, havendo vestígios arqueológicos da Pré-História e da ocupação romana, designadamente vestígios da via romana de Conímbriga a Sellium. Em 12 de Novembro de 1514, D. Manuel I deu foral novo a Chão de Couce, e, em conjunto, às vilas de Avelar, Pousaflores, Aguda e Maçãs de Dona Maria - eram as “Cinco Vilas” que tinham como capital, Chão de Couce. Estes forais foram confirmados por Filipe I, em 7 de Outubro de 1594. Em 31 de Dezembro de 1836, com a reforma administrativa, os cinco concelhos da comarca das Cinco Vilas constituíram apenas dois concelhos: o de Chão de Couce, com as freguesias de Chão de Couce, Avelar e Pousaflores; e o de Maçãs de D. Maria, com Maçãs de D. Maria, Aguda e Arega. Em 1855, é extinto o concelho de Chão de Couce, passando esta freguesia, bem como o de Avelar e Pousaflores a integrar o concelho de Figueiró dos Vinhos. Finalmente, por decreto de 7 de Setembro de 1895 passou Chão de Couce, Avelar e Pousaflores a integrar, definitivamente, o concelho de Ansião.

 

Ancestrais da Família Thom de Souza:

 

A primeira aparição do sobrenome Castelão que se tem notícia é de Manoel Castelam (Castelão em português arcaico). Manoel Castelam nasceu aproximadamente em 1640 na pequena aldeia de Ameixeira, freguesia de Cham de Couce (Chão de Couce em português arcaico). Casado com Maria Joam (João em português arcaico), tiveram uma filha chamada Luisa Castelam, também nascidas em Ameixeira no final do século XVII.

 

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